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quarta-feira, Julho 20, 2011

Os meus Tapetes de Arraiolos ficam ainda mais felizes com crianças e brinquedos em cima

Estou em falta para com os vários visitantes diários que aqui procuram tapetes de Arraiolos. Ontem recebi uma pergunta sobre franjas e, no outro dia, outra sobre como se fazem tapetes de desenhos modernos.

Hoje vou tentar responder.

Os tapetes que tenho feito não encaixam no género a que geralmente se chama 'moderno' pois, historicamente, designam-se por 'modernos' os tapetes de desenhos esteriotipados, simplificados, com grande superfície lisa no fundo e desenhos simples, de grandes dimensões. Os tapetes feitos na China ou os que se encontram nas revistas são deste género, fáceis de fazer. Na minha opinião, são tapetes indiferenciados e não me atraem.

Os que faço, ou são tradicionais, réplicas de originais do século XVII (muito, muito trabalhosos porque têm inúmeros desenhos miúdos, curvas e contra-curvas, muitas cores e muitos sombreados - requerem uma atenção infinita) ou, então, são tapetes que talvez se possam chamar contemporâneos (a ter que classificá-los de alguma forma) e que faço sem desenho prévio, vou bordando como se pintasse. Tenho que ter lãs de todas as cores para poder usar, em cada momento, a que me parece adequada. E vou fazendo, sempre com vontade de acrescentar mais um bocado para ver como fica, e sempre com enorme prazer.

Liberta-me fazer coisas que não obedecem a qualquer guião. Enquanto o estou a fazer, se me perguntarem o que vai sair, direi que não sei - e não sei mesmo. Até para mim há o suspense de ver como vai ficar no fim, quando o der por concluido e pregar a franja, que é a etapa final.

Abaixo poderão ver parte de duas carpetes que tenho na sala em que, neste momento, estou. São muito coloridas o que, aliado ao tom tijolo dos sofás, e aos quadros nas paredes, transmite um tom quente e acolhedor ao ambiente. Já agora, esperem aí que vou tirar uma fotografia para vos mostrar uma coisa.

Mesa onde estou a escrever, neste momento

Esta mesinha era a máquina de costura de uma das minhas avós. Lembrei-me de a transformar em mesa. Os pés de ferro da máquina e o pedal, onde agora tenho os pés, foram pintados respeitando as cores originais. Para o tampo, mandei fazer um pequeno painel de azulejos (90 cm x 60 cm) a partir de uma das minhas 'pinturas'. Esse painel foi assente numa base de madeira e encaixado numa armação. Foi o meu pai que o fez. Antes ninguém suspeitava que teria jeito para este tipo de trabalhos mas, quando se reformou, tornou-se, aos poucos, um artista. Fazia cuidadosos projectos, com cálculos e desenhos, que depois executava com minúcia. Neste momento já não consegue fazer estes trabalhos mas devo-lhe um conjunto de 'obras' deste género e é como público agradecimento que agora me lembrei de aqui colocar esta fotografia.

Voltando às questões relativas a tapetes de Arraiolos: encomendo as franjas à senhora da loja onde compro as lãs. Escolho a cor da franja, tiro a medida e ela faz e vende ao metro. Nem todas as lojistas o farão mas, com certeza, todas saberão indicar uma solução.

E, então, aqui estão as duas carpetes de que vos falei.

Carpete de Arraiolos, desenho livre.
É o cenário ideal para a minha princesinha, queridíssima e linda bonequinha, brincar à vontade

Outra carpete de Arraiolos de desenho livre
Qualquer destes tapetes fica mais bonito com crianças e brinquedos em cima

2 comentários:

Isabel disse...

A carpete é bonita, parabéns!
Mas lindas lindas são as mãozinhas da sua princesinha!
Eu tenho dois principezinhos, os meus netos! E se hoje sabe o quanto é bom ser mãe, daqui a uns anos vai sentir o quanto é tão bom ser avó.
Tenha uma boa noite!
Isabel

Um Jeito Manso disse...

Isabel,

Sei bem, muito bem, três vezes bem, a felicidade maior de ter menininhos dos nossos meninos.

Posso até dizer que a alegria de ver os meus meninos terem os seus próprios meninininhos tem sido, para mim, a maior felicidade de todas, uma felicidade infinita.

Esta bonequinha, é a bebé do meio, a caminho do 1 ano. E tem, do meu lado, 2 priminhos, um que está quase a fazer 3 anos e outro, mais bebé, com 3 meses e meio.

E eu derreto-me toda com eles (tal como ainda me derreto com os meus meninos grandes, os meus filhos queridos).

Um abraço, Isabel, e tenha também uma boa noite.